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CORRENTE

Não havia como segurar
Os ventos vieram fortes dessa vez
Tinha alicerces roídos pelas intempéries
E foi impossível qualquer reação.

Sendo assim sendo consumido.
Pouco em pouco
Como nunca poderia imaginar
Foi esvaindo lento.

Pareceu o tempo estar
Contra o que fizemos
Cedeu muito além
Das possibilidades mornas.

Um vento arrastou de mim
Pasmado olhei fixamente
Tudo imaginado sumiria
A penumbra pairava no ar.

O elo mais fraco rompeu
Num lampejo de dor mais aguda
Puxei com toda força possível
Era minha remota esperança...

Julio Alves Filho
Enviado por Julio Alves Filho em 09/03/2006
Código do texto: T120926

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Sobre o autor
Julio Alves Filho
São Paulo - São Paulo - Brasil, 53 anos
233 textos (13516 leituras)
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Julio Alves Filho