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E assim disse a rosa à papoila:
Sai daí, fazes-me sombra!
A princípio, a papoila assombrada
Nem via quem lhe falava


Tão humilde e tão pequena
Flamejante em rubra chama
Tão efémera...


A rosa mostrou-lhe espinhos:
Sou eu mesma quem te fala!
Morre praí, bem me rala!


Nem se ralava a papoila,
Deixou-se cair no solo
Pétala a pétala, chorava!



10/11/2000

Maria Petronilho
Enviado por Maria Petronilho em 09/03/2006
Reeditado em 12/09/2006
Código do texto: T121064
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Maria Petronilho
Almada - Setúbal - Portugal, 64 anos
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