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Resolva essa equação.

De tudo que vejo rolando por aí: manifestações de repúdios, indignações, criticas e encaminhamento de mensagens lotando as caixas postais dos tais deputados e senadores, etc. etc. Tudo resultará em nada vezes nada. Estamos e estaremos apenas jogando o jogo deles, cooperando e contribuindo com esse oportunista continuísmo daqueles que estão e estarão lá para servi-se e não para servir.
Uns grupos de políticos profissionais promovem discursos e falam somente o que o povo está querendo ouvir e outros grupos cedem em algum pontinho aqui e ali mas, todos os grupos, depois, promovem atitudes compensatórias ou leis casuístas para se beneficiarem e se protegerem.
Só para citar um exemplo: Lembram quando o Severino, então presidente do Congresso promoveu um aumento absurdo aos seus pares, Lembram? Choveu mensagens indignadas e de repudio do povo internáutico, lotando a caixa do correio eletrônico dos deputados e senadores, e aí, os tais votaram contra. Meses depois, veio a medida compensatória desse ato, com a convocação extraordinária do congresso e senado. Encheram ainda mais o bolso e engordaram suas ceias de natal. Além de não comparecerem, ainda tivemos de agüentar de uns caras-de-pau declarações que iriam doar essas gratificações. Nenhum apresentou recibo dessa doação e o povo engoliu mais essa.
Vejam como votam os interesses do povo e vejam como se protegem uns aos outros. Como conservam seus privilégios e suas impunidades até por crimes comuns.
Mais de 200 dias de crise desse podre sistema dos parlamentares parlamentando-se e ainda o povo não caiu na real, não pegou que é tudo encenação. Encenaram na armação da lista dos cassados e coincidentemente, a exemplo da farra do orçamento, dezoito nomes apareceram na tal lista e agora, chega a ser cômico as encenações e armações para absolvição desses listados. Também, trágico e cômico os cenários armados dessas tantas CPIs ( Conclusões ParaLamentar Incompetência da chamada representação do povo).  Mas, a verdade é que de fato, nesse meio não há inocentes, todos são cúmplices.
O povo ainda não caiu na real ou então, acostumou a ser platéia nesses vinte anos de encenações.
Cada dia que passa o país se torna ainda mais um Brasil sem povo.
O Brasil não tem Povo, Tem Público.
O processo eleitoral há muito que virou um grande negocio que movimentam não só os interesses de candidatos e eleitores mas sim, os interesses na formação de redes de negócios que se estabelecem entre corporações privadas, cúpulas partidárias e aparelhos de Estado, com a adesão aberta ou dissimulada das lideranças políticas e dos partidos aos interesses dos diversos segmentos do capital. Banqueiros, industriais, ruralistas, gestores de negócios especulativos, sindicatos, empreiteiros, especuladores imobiliários, publicitários, órgãos de comunicação, enfim, os detentores do poder real.
Em um país confuso, corrupto e mal governado como o nosso, tais conseqüências eleitorais criam ações e distorções que visam cada vez mais os escusos interesses que formam, desde corporativistas oligopólios a associações monopolizadoras desses interesseiros "lucros".
Na ocasião em que esse tal que está desfilando com a faixa de presidente do Brasil (não com o meu voto) ao peito nos chamou de acomodados, para levantarmos o traseiro, fiquei perplexo com a tamanha polêmica formada em torno desse pronunciamento.
Se olharmos/analisarmos bem, o cara até certo ponto deu uma dentro, deu uma verdadeira chamada a nos mexermos. A verdade às vezes dói e ainda é mais dolorida quando pronunciada por um um "líder" que deveria estar e ter o poder nas mãos. Somos sim acomodados e já li milhares de mensagens via Net dizendo exatamente isso, esculachando com o pobre coitado acomodado cidadão comum. Mas, quando a figura de um incompetente pronunciando via nacional essa nossa acomodação, causa tamanha polemica.
Nos meios de comunicação não há manifestAÇÕES contra a impunidade e dos tantos e tantos desvios dos recursos público, o nosso dinheiro, volte aos cofres da nação.
Repito: Só vamos conquistar alguma coisa quando deixarmos de aceitar e acatar qualquer forma de manipulação, quando organizados, soubermos criar e utilizar os mecanismos necessários para enfrentar esse poder oportunista do sempre continuísmo. Só vamos conquistar alguma coisa quando o "poder" começar a sentir nossas ações. Ações e atitudes concretas e não as cômodas tecladas com o traseiro em frente ao monitor, encaminhando mensagens tecladas internáuticas, lotando as caixas postais dos tais deputados e senadores, lendo e repassando aquelas cansativas correntes para tal dia colocarmos um pano verde-amarelo nas janelas; ou para outro dia qualquer, sairmos as ruas vestindo uma roupa preta; para aquele dia não esquecermos de acender uma vela para não sei o que... E por ai vamos acomodando o traseiro em frente ao monitor na maneira mais confortável para consumir um monte que leva nada a lugar nenhum. Como também as tais manifestações ilusórias ao ATO de VOTAR (nulo ou válido), da confiabilidade ou não das urnas eletrônicas, são como chover no molhado
Repito: Só vamos conquistar alguma coisa quando o poder começar a sentir nossas ações.
E a única AÇÃO que vejo no momento é um movimento para que em cada cidade, em outubro, nas eleições majoritárias, jogar o título de eleitor em um fogueira em praça pública.
Mais sensato seria desde já, nós eleitores, ir juntando lenhas ("IDÉIAS") para um movimento ardente, uma fogueira onde que pudéssemos, nas próximas eleições, jogar o nosso título de eleitor que para nós, nunca serviu para nada, ou melhor, serviu apenas para manter ativa essa "chama" chamada de "nossa representação".
Uma ação coletiva de queimar o título de eleitor em praça pública seria uma grande manifestação de cidadania, creio que seria uma semente plantada na consciência da massa e despertaria outras formas de ações e atitudes, começaríamos alguma coisa no meio desse tudo caótico que a cada dia vem deteriorando o Estado.
Atitudes-Ações assim, deixaríamos de ser uma massa da mandioca que fincamos nossos pés ao chão e nos acomodamos com a exarcebada Fé em que dias melhores virão, e, estaríamos plantando uma sementeAÇÃO que poderia germinar em outras ações, como:
Ações de exigência de punições e que os tantos e tantos desvios dos recursos públicos voltem aos cofres da nação; ação de exigência da verdadeira Reforma e moralização da política onde, o político (presidente, senador, deputados) passaria a ter apenas vencimentos no valor de uns sessenta salários mínimos. Todas outras compensações, como moradia, manutenção de gabinetes e outras teriam que sair do seu salário; que estabelecesse um regimento trabalhista, tipo CLT, onde tal político além de ser obrigado a bater cartão de ponto, pudesse também ser demitido por Justa Causa; que acabassem todas as regalias, principalmente a imunidade parlamentar; que fosse proibida os tais recursos federais dos fundo partidário (nosso dinheiro) para campanhas; que se criassem uma junta, tipo banca examinadora compostas por juristas aposentados para avaliarem as leis e projetos idealizados pelos parlamentares... E mais, como um amigo "Patriota" de nome João certa vez colocou: "" Fichar todos os corruptos e impedí-los de concorrer a  cargos públicos. Criar um Conselho Supremo Patriota Nacionalista de vigilância permanente sobre as instituições democráticas "" . Assim, colocaríamos um fim no ato legislar em causa própria; tais como: salário; verba de gabinete, manejos e emendas orçamentárias, fim do foro privilegiado; fim de todos os chamados direitos adquiridos pelo legislar em causa própria, das aposentadorias vitalícias e das conquistadas com oito anos de politicagem. E por aí vai.... Assim, poderíamos ter uma noção da moralidade daqueles que estariam dispostos a se submeterem a tais disposições e exigências trabalhistas.
_" A reinvenção da civilização começa com a reinvenção de mim e de você, o que quer dizer que nós dois precisamos: de uma paixão pelo malogro, de uma sede de aprender, de um pendor para a ação, de um gosto para a ambigüidade, de uma  antipatia por ofuscadores pomposos e inflexíveis, de uma disposição para tiros certeiros, de uma crença na curiosidade de todo o mundo; de uma vontade de ser estranho; de uma afeição por palavras quentes; de um pendor revolucionário; de um amor a gargalhada; de uma aversão as respostas tépidas; e de uma determinação a não tolerar a Grande Praga da Apatia, onde/quando quer que ela apareça. Sacou?"_ Extraído do livro, Tempos Loucos Exigem Organizações Malucas de Tom Peters.
Gostaria de ver um dia que SER brasileiro fosse motivo de orgulho e não apenas um SER habitante de uma terra de ninguém.
Gostaria agora de estar presenciando em órgãos da imprensa, internet, associações, entidades, igrejas, etc. um  chamamento ao povo para que, nas próximas eleições, nas praças de todas as cidades, levantassem uma fogueira e lá, jogássemos essa nossa "arma", o título de eleitor, que no Brasil, serviu apenas para alvejarmos em nossas própria testa.
Por mais que os fatos estão aí, as claras, falta a platéia a motivação para deixar de ser público e torna-se POVO.
O fato é que nossa mente é consumidora de tantas verdades, crenças e muitos pensamentos.
O ser humano tem uma imaginação estupenda. Quando concebe algo, tem o poder de criar as formas mais incríveis de realidade. E como a vaidade nos leva a nos agarrarmos a nossas idéias, chegamos a acreditar veementemente nas informações, idéias e pensamentos vinculados e modelados nas trucagens e blefagens.
Nós cidadãos ordeiros e pacatos pagadores de impostos, devemos sempre estarmos envolvidos numa tentativa de tradução das continuidades e manobras desse processo enraizado ao eterno continuísmo e oportunismos dessas frentes que aí estão e que sempre aparecem.
A lógica serve para evitar que as pessoas se entreguem a todo tipo de pensamento e sejam presas fáceis de qualquer idéia que apareça pela frente.
E por aí vamos convivendo nesse sistema, colocando nossas mentes a disposição de tantos espetáculos encenações, perdendo o senso critico e de reflexão e, assim, cooperamos e contribuímos para o sempre eterno continuísmo. Continuaremos a sobreviver num estado de carência de movimentos populares. Movimentos que gerassem alguma ação que efetivamente objetivasse a mexer com os tentáculos da eterna incompetência e das manobras corruptas dos e daqueles que FORAM, dos que SÃO e dos que ESTÃO, daqueles que não deixaram de SER e daqueles que sempre FORMAM o Poder.
{CONGRESSO NACIONAL + SENADO + CÂMERAS ESTADUAIS = CÂNCER = METÁSTASE}
Povo Brasileiro, resolva essa equação.
Plínio Sgarbi
Enviado por Plínio Sgarbi em 12/03/2006
Reeditado em 12/03/2006
Código do texto: T121982
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Plínio Sgarbi
Jaú - São Paulo - Brasil, 54 anos
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