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Acredite

Acredite que esse clarão que te acordou é teu presente,
Veio de anos luz pra se ofertar nesta manhã...
Espreguiça-te do teu sono moribundo,
Desce dos braços de Morfeu, acredite no teu dia!
Acredite que hoje terás oportunidade de caminhar pela verdade,
Diga o que pensas, sem se esconder, sem se envergonhar...
Discuta política, religião, sociedade,
Desce dos braços da omissão, acredite no teu exemplo,
Ensina a alguém a liberdade!
Acredite que hoje encontrarás o teu grande amor,
Mesmo se nele já não mais acreditares...
Veste teu mais belo traje, sai pelas ruas com uma rosa na mão,
Declara-te a quem te puder ouvir...
Desce dos braços do medo, ama sem pudores,
Acredite no teu sentimento!
Acredite que tirarás uma criança das ruas,
Que terá forças para revigorar tuas esquinas,
Que reduzirá as filas dos postinhos,
Acredite que podes salvar uma vida, cicatrizar alguma ferida,
Dê a alguém a tua mão...
Desce dos braços do comodismo, acredite em tuas ações!
Acredite mais no teu tempo...
Cuide bem de teus filhos,
Trabalhe, estude, encontre uma horinha para um amigo,
Beije o teu relógio, que irá devagar...
E ainda sobrar-te-á tempo para escrever um poema, verás...
Verás que as tuas montanhas já se removeram,
Que não estás só,
Acredite... Mesmo que só por acreditar...
Desce dos braços da incerteza,
Dê ao outro a oportunidade de experimentar tua fé!
Não terás um mundo para ti, bem é verdade...
Mas esse clarão que invadiu teus olhos e te acordou,
Esse, sempre terás...
Nalva
Enviado por Nalva em 12/03/2006
Reeditado em 12/03/2006
Código do texto: T122075

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Sobre a autora
Nalva
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 49 anos
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