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Sinto o que Sinto

À suprema arte de viver em paz
SINTO O QUE SINTO

Mas para nada tenho pontaria
Sinto o que sinto
Faço o alvo em ti, porque em ti tudo é fancaria
Sinto o que sinto
A todo e a qualquer momento
Vivo ao máximo a vida, mas sem grande provento
Sinto o que sinto
Na verdade de todas as religiões
Mas afasto-me delas pois estou farto dos seus sermões
Sinto o que sinto
Em cada momento que passa
Construindo e destruindo tudo
Com toda a minha massa
Com todo o meu coração
Pois é o rufar dele
A minha suprema oração
Ao sabor da tempestade
Que aprendi a ser
O meu Mar da Tranquilidade
Na lua onde moro e onde tudo observo
O mundo gira lá em baixo
E recuso-me a ser dele servo
Apesar de amar
Parte bonita dos seus habitantes
Lamentando contudo
Que depois de privar com eles nada seja como dantes
Por isso me escondo, por isso escrevo sem parar
Registando o belo despertar
De cada aurora
De cada novo dia
Meus verdadeiros Deuses
Minha magnifica elegiada
Dos tempos que passam
Que nunca hão-de passar
Feliz por apenas existir e sentir
Pois esse é o maior dom
Que qualquer Deus me pode dar
Pois eu sempre disse a verdade
E se disser o contrário minto
A poesia apenas comprova tal
Pois

Sinto o que sinto!

Algures em Janeiro de 2006
Poema protegido pelos Direitos do Autor
Miguel Patrício Gomes
Enviado por Miguel Patrício Gomes em 12/03/2006
Reeditado em 16/03/2006
Código do texto: T122174

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Sobre o autor
Miguel Patrício Gomes
Portugal
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Miguel Patrício Gomes