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Grande

Ah! Como eu sou grande, Meu Deus!
Meus poderes são magistrais
Os poderosos são meus micos
E os ricos os meus serviçais.

Deste orbe sou a mais bela flor
O inerme clamor do luar.
Sou o místico ar que tu respiras
As liras que estás a tocar.

Hoje sou as colinas caladas.
Eu sou as espadas eloqüentes.
As meretrizes sem censuras
As virgens puras e inocentes.

Sou o grito estridente que ecoa
E frouxo voa sem direção.
Letra das canções natalinas
As lamparinas do sertão.

E também os sonhos mais belos
Os violoncelos pensativos.
A vida dos mortos sem sorte
E até a morte dos inda vivos.

Porém, quero ser mais aceso
Estou preso nessa cadeia.
Quero sair, ser grande sim.
Grande, enfim, como um grão de areia.
Moreira Gaspar
Enviado por Moreira Gaspar em 25/03/2006
Código do texto: T128313
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Moreira Gaspar
Acopiara - Ceará - Brasil, 28 anos
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Moreira Gaspar