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SOLIDÃO = TÂNIA AILENE

SOLIDÃO
TÂNIA AILENE

 

Solidão da noite

breu com ruas a vagar

horas que passam com a velocidade da luz.

Só para ver

meu coração parece vaso quebrado

pedaços não colados

remendos sem encaixe...

Palavra que fere,

dor que urge no rosto

marcas que não se vê...

Ninguém teve a pureza que me fez

Ter ilusão do desconhecido.

Nomes que acompanham

ferem ao meu ver sentimentos que guardo

na chaga aberta no meu peito ferido.

Espanto de nem choro ter

desilusão tento viver sem versos

encarando a falta do impossível...

Dormir, comer, andar, rir, chorar,

tudo vago, como faço para prosseguir?

Solidão!

Grande, absorve força sem caminho

gritando na mudança

que a poesia faz lembranças...

Desespero sem sonhos

infelicidade sem construir um amanhã...

Amarrada, com calma sentida

ao lado de milhões de pesar.

Sem ser feliz, sinto solidão!

Tânia Ailene Nua Poesia
Enviado por Tânia Ailene Nua Poesia em 29/03/2006
Código do texto: T130507
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Sobre a autora
Tânia Ailene Nua Poesia
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Tânia Ailene Nua Poesia