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LÁGRIMAS



De espanto
Pelo mundo se estar a incinerar
Todos se revoltam
Mas poucos o parecem dispostos a tal parar

Lágrimas

De riso pasmado
Pela imbecilidade por todo o lado reinar
Tendo como súbditos todos e tudo
Incapaz do lugar do rei-bobo tomar

Lágrimas

De saudade
De quem cedo partiu e que teima em voltar
Porque há algo fundo e duro no peito
Que nos está a queimar

Lágrimas

De incompreensão
Porque estou a chorar
Estranham isso de quem sente
Mas que nunca se atreveu tal a mostrar
Porque as rimas,
Tal como o poeta
Podem ser fingidas
E o sentimento querer proteger
Porque há coisas
Que nós nunca deveremos,
Para o bem geral e o equilíbrio do mundo, ver

Lágrimas

Poema protegido pelos Direitos do Autor
Miguel Patrício Gomes
Enviado por Miguel Patrício Gomes em 03/04/2006
Código do texto: T132919

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Sobre o autor
Miguel Patrício Gomes
Portugal
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Miguel Patrício Gomes