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Dizeres do sentinte

primeiro
divise-se um tempo
que não se apreste
a dizer-se menos horas
do que merece

 
ao sentinte
não é dada a culpa
de usar o tempo
como desculpa

 
primeiro
escreva-se nas veias
uma líquida moção
de que todo o sangue
está à mão

 
ao sentinte
é dada apenas a estrada
que nunca inventa
a retirada

 
primeiro
guarde-se a vida
como invólucro
de tudo que no outro
contradiz o ódio

 
ao sentinte
não é dada a ilação
de sofrer a vida
em solidão

 
primeiro
registre-se como possibilidade
a profissão de se morrer avulso
em benefício da verdade

 

ao sentinte
não é dada a perda
de se sentir menor
que suas quedas

 

por fim
diga-se a custo
que ao sentinte
é sempre dada
a possibilidade
de viver a longo curso
Aurélio Aquino
Enviado por Aurélio Aquino em 03/04/2006
Código do texto: T133316
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Aurélio Aquino
João Pessoa - Paraíba - Brasil, 64 anos
375 textos (11645 leituras)
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Aurélio Aquino

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