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AMANHÃ NÃO PREVISTO

É vil esse ano rasteiro, deitado no travesseiro
Embolando o sono, para passar por inteiro.
Esse ano que vem e que vai nos carnavais,
Que assola o espírito de outros tantos marginais.
Essa grotesca e incompreensível impaciência,
Dias e dias o ano todo repassando a vida no final,
Pois é assim o dia de hoje regado à violência
Que de todo promete a uma paz com um tiro fatal.
Esses anos todos como criança que não cresce,
Que não se deixa brincar, chorar e não floresce.
Essa birra danada com amor quem vem da alma,
Essa arma forte, mas inofensiva construtora da vida
Esse leque de cordas e sua musica que acalma,
Que nos impinge uma fartura depois de muita lida.
Porque amor se luta para conquistar, laborar-se por ele
Amor e guerra se conjugam em topos opostos
Quer o homem ter tudo aquilo que tiver que ser dele
Desde que esteja o altar com seus dotes postos.
Esse vil ano rasteiro, deitado no nada de ontem,
Esperando passar hoje sem que tenha um amanha previsto.

Jose Carlos Cavalcante
Enviado por Jose Carlos Cavalcante em 05/04/2006
Código do texto: T134271
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Sobre o autor
Jose Carlos Cavalcante
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 56 anos
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Jose Carlos Cavalcante