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POEMA ALUCINADO!!!

Um dia tive um sonho!
Como toda a gente, também eu sonho todos os dias!...
Como toda a gente, também eu tenho o direito de sonhar!...
E só eu, apenas eu, tenho o direito de revelar ou não, os meus sonhos.

Confesso que os meus sonhos são sempre cor-de-rosa...    Será que existem outras cores para os sonhos?
Será que vós tendes sonhos com outras cores?
Eu, na minha imodéstia, não concebo sonhos com outras cores!
A criança que existe em mim recusa-se a sonhar outras cores,
ou então, os sonhos, deixam de ser sonhos e passam a chamar-se: Pesadelos!

Ah, como eu detesto pesadelos!
Têm tantas cores, os pesadelos...
E têm sempre o negro como pano de fundo!...
O negro é uma cor tão triste e infeliz...
Mas deixemos os pesadelos, entretidos nos desencantos do quotidiano cinza...

Eu quero mesmo é falar dos sonhos.
Os sonhos são tudo o que me resta, nesta vida revoltada.
Acho mesmo que sem os sonhos, a vida não valia nada...
Não por que a vida em si, não seja extraordinária, mas porque a Mãe Natureza, insistiu em dar guarida aos seres humanos...
 
A Mãe Natureza é pródiga em surpresas, e guarda dentro de si mistérios insondáveis, dos quais nos vai revelando, aos poucos, umas pontinhas do véu.
E quem sou eu para contestar a Mãe Natureza, aliás eu, apenas tenho palavras abonatórias para com as suas maravilhas; sou coerente, sou sincero e vejo com os olhos da alma, por tudo isso, não podia pensar de outra forma.

Mas a Mãe Natureza criou os homens, e isso intriga-me; não consigo deixar de pensar neste absurdo: Como é que algo tão perfeito, origina seres tão imperfeitos?...

E eu, vou pensando e repensando neste assunto tão delicado e, quanto mais penso, mais encontro por explicar...
Cheguei à triste conclusão, que os homens estão na origem dos pesadelos!...
De todos os pesadelos!
Sim, essa amálgama de cores confusas e sem sentido, servidas ante um fundo de perpétuos negros...

Já sei!
Ireis chamar-me todos os nomes menos próprios que a humanidade criou... E por certo - talvez por minha causa - muitos mais nomes impróprios ireis criar!...
Não faz mal!
Eu não me importo!...
Nem sequer vou prestar atenção... Afinal, vós fazeis parte do pesadelo, e eu não presto a menor atenção a qualquer tipo de pesadelo!

Eu fico-me pelos sonhos!
Prefiro ficar-me pelos sonhos!...
Ah, os sonhos, este delicioso encantamento cor-de-rosa...
Que felicidade em poder alimentar esta criança que habita em mim!...
Que alegria poder voar pelos confins da imaginação!...
Que prazer esta existência no Paraíso!...
E tudo isto apenas, porque um dia eu tive um sonho...



06/04/2006, henricabílio
HENRICABILIO
Enviado por HENRICABILIO em 06/04/2006
Reeditado em 17/04/2006
Código do texto: T134573
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
HENRICABILIO
Caldas Da Rainha - Leiria - Portugal, 55 anos
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