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Pássaro Preso

Pássaro Preso

Não sou ave rara
Alguns viram minha cara
Estampada no jornal
De lá fui para a prisão.

O corpo vive amassado
O ser todo trancado
Fico todo arrepiado
Quando chego a pensar

Que talvez não haja amanhã
Vestir roupa suada e amassada
É ruim, nojento, degradante
Pior será meu semelhante

Quando vier a entender
Que o pai era um marginal
Roubava, feria, só fazia mal
Até aquela manhã fatal

Fui achado no meio do matagal
Sem ter para onde fugir
Os homens me levaram
E o resto para todos tudo é igual

Acabaram-se as aventuras
Os grandes “irmãos”
Nem se aproximam
E outros se falarmos muito
Nos assassinam

Ah! Triste dor de ser desigual
Ter uma mente tão especial
Fora do tempo, do espaço sideral
Neste momento,sou marginal.

Ah! Triste dor saber
Sem retorno, os erros cometidos
Talvez agora tão arrependido
Nada possa ser revertido!

Lembro-me de minha mãe
Que sempre falava de um homem
Que morreu na cruz
Inocente e se chamava Jesus

Chamo por Jesus e oro
Do fundo do coração
Livra-me desta prisão
Pois preciso me tornar um “irmão”

E compartilhar com o próximo
A retirada da solidão
A fuga da escravidão
Do vício, da ociosidade,
Da imoralidade

Vem Jesus, salvar minha alma
Livra-me da tentação
Ensina-me o caminho do Bem
A estrada para a Redenção.
Aradia Rhianon
Enviado por Aradia Rhianon em 06/04/2006
Reeditado em 06/04/2006
Código do texto: T134825

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Sobre a autora
Aradia Rhianon
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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