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NENHUMA BRAVURA

Poema baseado na linda e perturbante música “No bravery” de James Blunt
(e não há nisso)

NENHUMA BRAVURA

Há sempre uma guerra
A seguir a outra que ainda agora acabou
Porque as metralhadoras nunca podem enferrujar
E aos canhões
Fica sempre um último tiro para dar
E não há nisso

Nenhuma Bravura

Uma criança aprende mais depressa
Uma arma a disparar
Do que as primeiras letras do alfabeto
A soletrar
E não há nisso

Nenhuma Bravura

Escrevem-se depois
Livros heróicos, sobre as heróicas batalhas
Escritos com o sangue dos mortos
Impressos nas suas mortalhas
E não há nisso

Nenhuma Bravura

A fome é semeada
Ao mesmo tempo que se conseguem férteis colheitas
Para alimentar o mundo que interessa
Porque o resto alimenta-se das suas próprias maleitas
E não há nisso

Nenhuma Bravura

Um homem acaba com uma mulher
E afoga as mágoas
Num bar qualquer
E não há nisso

Nenhuma Bravura

O amor é uma eterna conquista
Que muitos alcançam
E demasiada gente desperdiça
E não vejo nisso

Nenhuma Bravura

Poema protegido pelos Direitos do Autor
Miguel Patrício Gomes
Enviado por Miguel Patrício Gomes em 10/04/2006
Código do texto: T136683

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Sobre o autor
Miguel Patrício Gomes
Portugal
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Miguel Patrício Gomes