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A SURPRESA

(Aventuras de Jojoca o contador de histórias )

A   SURPRESA

Jojoca, alguma vez você já passou por uma situação constrangedora, algo assim que te deixou verdadeiramente sem saber o que fazer? — perguntou Nestor, enquanto bebericava preguiçosamente sua cerveja ao lado do companheiro num dos muitos bares de Araguari —.
—Sim Nestor. Foi numa ocasião em que meus amigos e eu voltávamos de uma das inúmeras festas, que estávamos acostumados a freqüentar; naquela época em que eu vim morar aqui nesta cidade. Nesse dia, ocorreu um fato bem marcante e cômico, que me deixou verdadeiramente encabulado.
               Nessa época, éramos jovens sedentos de aventuras, irreverentes por natureza e, bastante descarados por convicção. Aconteceu que durante a viagem de volta, resolvemos parar em um posto de gasolina que margeava a estrada, a fim de fazermos um pequeno lanche e reabastecer o velho Ford. Observando distraídos o movimento local, em dado momento, Lenito — um dos meus amigos, exclamou surpreso — :
—Vejam! Tem uma mulher entrando no banheiro dos homens.
Todos olhamos espantados no início, e mal intencionados a seguir.
—Vamos lá dar uma espiada — Disse o descarado Lenito —. Todos concordamos. Florípedes foi o primeiro a sair do carro, seguido por Sabino. Eu  fiquei um pouco receoso e demorei para acompanhá-los.
—Vamos Jojoca! Se não, a dona percebe a mancada e a gente fica sem a oportunidade de lhe reparar as coxas gostosas.
Após alguns instantes resolvi seguí-los. Quando estava para adentrar o sanitário, fui trombado por meus amigos que saíam em disparada do local. Sem entender o que acontecia, resolvi dar uma olhada e ver o motivo da pressa dos colegas. Ao entrar no recinto com passos furtivos, qual foi a minha surpresa. A dama estava em pé junto ao mictório, com a saia erguida, soltando um toró de mijo. Nesse momento, ela me lançou um olhar e disse com voz grossa e sensual:
—Qual é a tua bofe? Também quer dar uma olhada em minhas coxas peludas? Pois fique à vontade. Sabe, eu adoro mijar ao lado de rapazinhos curiosos.
Rapidamente  eu saí do lugar e, com cara de tacho, nós seguimos viajem sem comentar o ocorrido.
—Bem feito! Você nunca ouviu o ditado, que diz que a curiosidade matou o gato? —disse Nestor divertido —.
                      ***
Gilberto Feliciano de Oliveira
Enviado por Gilberto Feliciano de Oliveira em 13/04/2006
Código do texto: T138239
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Sobre o autor
Gilberto Feliciano de Oliveira
Araguari - Minas Gerais - Brasil, 61 anos
75 textos (8104 leituras)
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