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Confesso que traí

Confesso que traí

Sem saber me perdi em mil caminhos
todos eles sem razão.
Apaguei o brilho de minha estrela
num momento de insensatez.
Consegui desmentir a magia
transformei meu sonho em farsa
magoei quem não merecia.
Mirei-me no espelho da consciência
e não gostei do que vi,
monstro insensível dominando o poeta
sangrei Cupido ao partir sua seta.
Tentei encontrar perdão na amizade
mas mesmo assim
meus caminhos não seriam os mesmos.
Minhas juras tornaram-se vazias,
rasguei num triste Carnaval
minha doce fantasia.
Fiz sofrer um anjo caído,
maculei a pureza de sua alma.
Sofrer, por mim já sofreram.
Chorar como chorei, ninguém jamais chorou.


**Este poema foi feito em minha adolescência, quando a libido é mais ativa que o sentido de moralidade. Aprendi alguma coisa com isso...
Mauro Gouvêa
Enviado por Mauro Gouvêa em 13/04/2006
Código do texto: T138401

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Sobre o autor
Mauro Gouvêa
Alfenas - Minas Gerais - Brasil, 51 anos
432 textos (56509 leituras)
3 áudios (837 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 08:18)
Mauro Gouvêa