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Fogo no Título de Eleitor

Durante alguns meses no processo eleitoral, uns muitos aos montes, tem a chance de ganhar algo na venda do voto. Depois, a vida desses servos e de outros com cartão de crédito parecendo uma navalha e mais alguns muitos "otários" compradores de promessas e de falsos ídolos, continuaram duras, carentes e miseráveis. Suas servas-vidas vão seguir o rumo de sempre, lamentações: sobrevivendo com a perda do poder aquisitivo; sobrevivendo nos assaltos; sobrevivendo nas filas previdenciárias; lotando templos e esperando das inúteis crenças divinas, a salvação.
Em tese, homem livre é superior e não pode estar preso ao ato de escolher e sim, tem a liberdade da escolha. Ou seja: votar na situação ou na oposição; em branco ou Nulo. O homem livre pode ir onde for do seu agrado e se comparecer a urna for do seu agrado, então praticará sua liberdade de escolha, ao contrário, se não for do seu agrado, o estado democrático não pode exigir do individuo a obrigatoriedade de se votar, pois essa exigibilidade está ferindo a expressão do livre, da livre escolha. Exercendo ou não sua liberdade de escolha, o individuo, também pode exercer ou não sua liberdade de fiscalizar, pois como contribuinte, tem o poder de fiscalizar se os tributos impostos estão sendo aplicados em bens e serviços a coletividade.
Na minha ingênua Visão de que o povo, "SER" o "patrão" dos servidores públicos, sendo o Voto uma obrigação cívica, entendo que a cada eleição estaríamos através do voto, mantendo aqueles ou elegendo outros para ocupar os cargos daqueles que despedimos, contratando-os a um tempo certo que pode ser prorrogado, para trabalhar para o povo, para servir e não para servir-se do cargo.
Mas...
Há mais de vinte anos o teatro Brasil é o mesmo. Mudam as danças cênicas de cargos aqui e ali mas o cínico espetáculo eleitoreiro é o mesmo continuísmo oportunista de sempre.
Nesse teatro Brasil onde o povo comporta-se como público-platéia, ao Votar num candidato ou partido, o individuo está pacificamente contribuindo com a corrupção que corre solta e permitindo que os tais, metam a mão em seu bolso, roubando e desviando os árduos impostos que são pagos e saqueados do suor de seu trabalho.
Muito mais importante do que votar num candidato ou partido, seria mirarmos as atenções para esse Sistema Político e Eleitoreiro que é um grande esgoto a céu aberto onde o fedor contamina a consciência da massa eleitoreira.
Já não basta a forma interesseira que tratam o nosso dinheiro e a corrupção gerada na farta colheita das urnas e ainda cooperamos e até contribuímos com a gastança de cada eleição?
Sem dinheiro, sem um mínimo de bem-estar, sem idéia de justiça, de decência, solidariedade, sem a idéia de liberdade, respeito, sem tudo isso e com a economia devorando o social, fica muito difícil para o cidadão se achar no meio desse tudo que a cada dia vem deteriorando o Estado. Então...
Soltemos das amarras da esperança, essa esperança que pode tornar menos difícil suportar o momento presente e aí presos a fé-esperanças, sempre aparecerão aqueles vendendo oportunisticamente essas esperanças que faz o populacho se oferecer a uma sempre e certa "servidão voluntária".
Por mais que os Fatos, atos, ações e o escambau estejam as claras,  tudo... tudo que estão aí e que se apresentam, tá muito mais para Ovo Cozido com Fanta Quente. E haja gazes para poluir a consciência do eleitorado.
Na minha opinião, sempre se faz necessário promover uma triagem do tanto que estamos consumindo, devemos sempre estarmos envolvidos numa tentativa de tradução das continuidades e manobras desse processo enraizado ao eterno oportunista continuísmo.
O Voto é uma arma que alvejamos apenas em nossas testa, serve apenas para mantermos vivo esse câncer e suas metástases.
As conquistas do povo virá quando o poder começar a sentir suas ações.
Preparemos, apontemos e no dia das eleições, FOGO no título de eleitor em praça pública.
Talvez, se pelo menos uns 25% da massa de eleitores queimasse o título de eleitor numa fogueira em praça pública, as atenções internacionais, da opinião pública, das forças armadas, dos tais formadores de opinião e principalmente "dos podres poderes" perceberiam então que o POVO finalmente começara a ACORDAR
Atitudes desse tipo é que começaríamos a mexer com os tentáculos do poder.
Plínio Sgarbi
Enviado por Plínio Sgarbi em 14/04/2006
Reeditado em 01/05/2006
Código do texto: T139203
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Plínio Sgarbi
Jaú - São Paulo - Brasil, 54 anos
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