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O PORTUGUÊS DO SÍTIO
(refíro-me ao SÍTIO JERIMUM -
Mun. de Jacaraú-PB)



Lá no Sítio, onde eu nasci,
O Português praticado era uma graça,
um amor!
Eu jamais me esqueci.
Orvalho, diz-se: aruvaio;
Papagaio, é papagalho;
Galho, chama-se de gaio /Tal qual o malho, que é maio.
... e quage qu'eu me atrapaio... quando a criticar me meti.

À flor, chama-se fulô;
Pra cima, pra riba é;
Descida, é cabeça-a-baixo;
Colher, chama-se cuié;
Filho, é fio; filha, é fia;
Olha, diz-se mesmo: espia!
Maravilha... é maravia;
Porque, é prumode ou pruvia.
... e cabeça-a-riba... eu subia...
para falar com Zabé.

Homem safado, é canaia;
Barba se faz com navaia;
No burro, se põe cangaia.
... tudo isso me atrapaia... deixando-me arreliada!

Música!?... Chama-se cantiga!
Varíola... é mesmo bixiga!
Cólica!?... é dor de barriga.
E para o azar, dá-se figa!

Êta, gentinha arretada!!



Rosa Ramos Regis  

Natal/RN - 2000
Rosa Regis
Enviado por Rosa Regis em 15/04/2006
Reeditado em 07/10/2015
Código do texto: T139694
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Rosa Regis
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil, 67 anos
383 textos (153828 leituras)
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Rosa Regis

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