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Palavras sórdidas




Sinto muito, não pensei...
Quantas conversas começam assim?
Mas o quanto de verdade há nelas?
Será realmente que não se quer
dizer coisas terríveis?
Fazer coisas monstruosas?
Desvencilhar-se da culpa dizendo
meia dúzia de palavras,
vazias...

Não, não conceba a idéia,
não acredite, jamais!
Foi o que fez,
foi o que fiz!
Apenas palavras, tolas.

Não é nem pra te proteger,
é pra que não se julgue a si
mesmo culpado e se condene.
A consciência é a pior de todas
as juízas!
A mais fria,
a terrível, desoladora,
implacável,
impássivel!

Não conceba esta idéia,
fuja do vazio.
Fuja do fútil,
Fuja do sombrio.

O sol pode queimar, mas ao menos
algo ele faz.
Se pensares nele saberás os malefícios.
Não creia que a pobre lua nada faça.
O problema é só não sabermos ainda.
Ainda um dia, saberemos,
e talvez não haja tempo de cura.
Não há prevenção!

Não conceba esta idéia,
fuja do vazio.
Fuja do fútil,
Fuja do sombrio.

Só creia em pessoas,
com defeitos notórios,
as outras, não existem de fato!
Quando tiverem defeitos,
serão os piores,
sua cabeça já estará rolando!

Não, não conceba a idéia,
não acredite, jamais!
Foi o que fez,
foi o que fiz!
Apenas palavras, tolas.

Não conceba esta idéia,
fuja do vazio.
Fuja do fútil,
Fuja do sombrio.

Fuja. Fuja. Fuja...
Mostre-se!
Luandra Russo
Enviado por Luandra Russo em 23/04/2006
Código do texto: T144129
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Sobre a autora
Luandra Russo
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 33 anos
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1 e-livros (33 leituras)
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Luandra Russo