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Adeus amor.

ADEUS AMOR

                 
Tomado pelo crepúsculo,
Da noite se avizinhando,
Deixei que a saudade má,
Ficasse me acompanhando.

Quando visito o passado,
No mar da felicidade!
Vai grudada no meu peito,
Provando que é verdade.

Seguidamente a areia
Que escorre na ampulheta,
Além de marcar o tempo,
Por vezes me é muleta.

Hoje, nos meus curtos passos,
A verdade vai chegando!
Se a pele sofreu “amassos”,
As ilusões vão findando.

Não sou, portanto, momentos,
Nem de “ontens”, resultado!
Sou afeito ao sentimento,
Inteiro e não mutilado.

Agora que vou partir,
Deixarei o meu legado,
Na velha face, a sorrir,
Por ter vivido enganado.

Mas antes da despedida
A experiência somada,
Fará minha voz ser ouvida,
Mesmo que não diga nada.

Quem aqui continuar,
Pensará que eu disse adeus!
Mas sem saber na verdade,
Que me tornei mais um “Deus”.
Condorcet Aranha
Enviado por Condorcet Aranha em 26/04/2006
Código do texto: T145843

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Sobre o autor
Condorcet Aranha
Joinville - Santa Catarina - Brasil, 76 anos
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Condorcet Aranha