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O Mesmo Nada do Fim

Encontro-me outra vez no mesmo abismo
Com lágrimas nos olhos
Mas sei que dessa vez
Ninguém virá salvar-me

Então decido jogar-me

Passam por meus olhos
Toda a minha patética vida
Lágrimas, sorrisos
Tudo rápido demais

E de repente a escuridão
Acompanhada de um silêncio
Que não permite mais que eu escute a chuva
Tão pouco os raios e os relampagos

Começo a ouvir as vozes
Dos fantasmas do meu passado
E dos fantasmas do futuro
Que não chegarei a ver

E mais uma vez o silêncio.

E mais uma vez a escuridão.

Quero gritar, mas não tenho voz
Sinto frio, estou nua
Sinto a chuva que feri-me a alma
E tudo transforma-se em nada

O mesmo nada do principio,
E o mesmo nada do fim
Talytha de Oliveira
Enviado por Talytha de Oliveira em 27/04/2006
Código do texto: T146323
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Sobre a autora
Talytha de Oliveira
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Talytha de Oliveira