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HOJE, ALMA SOFRIDA

Hoje, dia frio, manhã cinzenta
Hoje, calafrio e arrepios
Hoje, certezas e fraquezas

Hoje, não quero mais
Hoje, não sou capaz
Hoje, perdi a guerra, me fiz escrava e lamentei

Hoje, já sei quem sou
Hoje, sou mais que dor
Hoje, sofro por isso e guardo comigo o meu amor

Hoje, corri da lua
Hoje, senti o peso de uma  certeza
Hoje, calei a voz da esperteza

Hoje, alimentei a alma
Hoje, com troca de olhares, rompi barreiras e perdi a calma

O tempo mostrou-me sua face, percebi o inexplicável
chorei pelo lastimável
Corri em busca do inevitável

Chego ao fim de mais um dia
Com a magnitude da coragem estampada na face ferida
por onde as lágrimas que escorrem, tentam amenizar, afogar ou quem sabe alimentar uma alma sofrida.

Maria Adelaide Oliveira
Enviado por Maria Adelaide Oliveira em 28/04/2006
Código do texto: T146583
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Sobre a autora
Maria Adelaide Oliveira
Salvador - Bahia - Brasil, 35 anos
3 textos (176 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 30/04/17 00:36)