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OS FANTASMAS DE CHERNOBYL

Ecos do que fomos
E do que iremos ser
Num meio venenoso
Que ninguém pode ver

Os fantasmas de Chernobyl

Eles são o futuro demasiado bem definido
Num caldo de emoções
Bem radioactivo

Os fantasmas de Chernobyl

Diz-me meu amor
Do que te posso proteger
De tudo e de todos
Menos deles
Que não os vejo
Mas muito tenho a temer


Os fantasmas de Chernobyl

Filhos da nossa inteligência
Netos
Da negligência
Que fizeram do homem
O único ser que pode tocar as estrelas
E incinerar-se
Bem no meio delas
Porque a ambição
Pode ser o mais belo dos sonhos
Que revela o lado negro
Em pesadelos medonhos
Por isso eles desfilam entre nós
Cegos
Disformes
Tremendamente poderosos
Porque vivem na nossa memória
E tornam até os mais poderosos medrosos

Os fantasmas de Chernobyl

Poema protegido pelos Direitos do Autor
Miguel Patrício Gomes
Enviado por Miguel Patrício Gomes em 28/04/2006
Reeditado em 28/04/2006
Código do texto: T146687

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Sobre o autor
Miguel Patrício Gomes
Portugal
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Miguel Patrício Gomes