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BATIDA!

Às vezes... Tem dias,
Que a gente não está a fim de papo,
Mas, são justamente nesses dias,
Que se quer ficar quieto num canto,
É que aparece sempre, Alguém pra conversar.
Comigo não foi diferente.
Sentado num banco de praça,
Olhando os pássaros, as pessoas,
As crianças,observando a vida que passava,
Num fim de tarde de verão,
Quando entra na rua da praça,
Um carro em altíssima velocidade, derrapa
na curva, descontrola-se ao volante o motorista,
E bate de frente a um poste,
Que lhe entra lataria adentro.
Barulho, fumaça, corre, corre,
Algumas pessoas dizendo morreu...Morreu!
E no banco sentado ao meu lado,
Um senhor, que falava insistentemente,
Queria, mesmo antes do acidente, puxar
Conversa e logo comigo que adoro uma,
Mas naquele dia, eu não queria nenhuma.
Ele o senhor, percebeu que,
Eu não estava muito a fim de papo,
Mas quando aconteceu acidente,
O sujeito assim, sem mais sem menos,
De repente, perguntou-me,
Se o senhor tivesse que morrer
Por causa de uma batida,
Como ia preferir a sua?
Olhei pra cara do sujeito,
Pensei em não responder nada,
Mas, achei melhor em fazê-lo,
E disparei: Se eu tivesse
que morrer de batida,
Coisa que não pretendo,
Preferiria que fosse,
UMA BATIDA DE LIMÃO!
Levantei-me e deixei,
O sujeito rindo e falando sozinho.

paulo cesar coelho
Enviado por paulo cesar coelho em 05/05/2006
Reeditado em 05/05/2006
Código do texto: T150781

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Sobre o autor
paulo cesar coelho
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil
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