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A PRISÃO DEMOCRATA

A PRISÃO DEMOCRATA



A algema da liberdade,
Acorrenta o coração,
No triste fim da verdade,
Vencida pela emoção.

Vivem soltas as mentiras,
Nos peitos, ocos, vazios,
Que se cortarmos em tiras,
Multiplicam seus desvios.

São extremos singulares,
De difícil compreensão,
Honestos? Presos nos lares,
Bandidos? Qual cidadão.

Mas, sei, sou dono de mim,
Faço tudo que mandarem,
Digo não ou digo sim,
Para não me incriminarem.

Sou cidadão e honesto,
Pratico o bem e verdade,
Ainda dizem, não presto,
Por não plantar igualdade.

Queria só igualar,
Na expressão, de bondade,
E uso do meu falar,
Para o bem da humanidade.

Defendendo a natureza,
Respeitando todos seres,
Pra acabar com a tal tristeza,
Nos futuros afazeres.

Onde a força do amor,
Da paz e da liberdade,
Não fossem clamor de dor,
Mas sim apenas, verdade.

Condorcet Aranha
Enviado por Condorcet Aranha em 05/05/2006
Código do texto: T151024

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Sobre o autor
Condorcet Aranha
Joinville - Santa Catarina - Brasil, 76 anos
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Condorcet Aranha