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FRIO

O frio exterior,é nada comparado ao frio que temos dentro
o frio da indiferença,
da insensatez,
do egoísmo possessivo
do torpor dos bêbados na sua nefasta bebedeira
o frio dos insensíveis,
dos psicopatas,
dos mesquinhos
o frio que sentem as flores no inverno
o frio do punhal que vive cravado e dilacera o peito frágil dos amantes
o frio da navalha na carne
o frio dos pobres de alma
podres de espírito
o frio dos mal-amados,
da desesperança,
da infância perdida
o frio pelo filho natimorto,
dos dentes da morte rondante,
da angústia dos amargurados

Mesmo que eu ande nu e meus pés descalços, pisem a parede úmida e fria da vida dos homens!
Nenhum frio será tão intenso, quanto ao frio de amar e não ser amado!

JOAO DE DEUS VIEIRA ALVES
Enviado por JOAO DE DEUS VIEIRA ALVES em 08/05/2006
Código do texto: T152427
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Sobre o autor
JOAO DE DEUS VIEIRA ALVES
Eldorado do Sul - Rio Grande do Sul - Brasil, 54 anos
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