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HAVIA UM TEMPO…

Em que o dia
E a noite
Eram o mais puro
E desumano sofrimento

Havia um tempo…

Em que a vida de todos os dias
Era ordenada
Por um homem
Que na realidade nada sabia
Pois o nada
Era a sua religião
À qual se devotava
Com invulgar devotação
Talvez demasiada
Talvez fosse fanatismo
Musica suprema
Seu decorado hino
Que cantava alegremente
Enquanto o mundo ardia em chamas
Cantava quer no oásis
Quer no deserto
Quer na sua cama
Onde se deitava todas as noites
Sem consciência
Mas com a consciência
Do dever comprido
Mergulhado numa guerra
Preparava outra
Pois o caos era o seu
Querido comprimido
Para as insónias
Que o andavam a atormentar
Pois ele não compreendia
Porque havia homens
Que não aceitavam que fosse ele a mandar
Porque a Liberdade
Sempre foi um mandamento supremo
Daqueles que nada têm
A não ser o ar
Que podem respirar
Seres do nada
Com o tudo do seu respeito
Nunca seriam dominados
Pois o seu destino
Só a eles dizia verdadeiramente respeito…

Havia um tempo…

Poema protegido pelos Direitos do Autor
Miguel Patrício Gomes
Enviado por Miguel Patrício Gomes em 11/05/2006
Código do texto: T154115

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Sobre o autor
Miguel Patrício Gomes
Portugal
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Miguel Patrício Gomes