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DEMÊNCIA



No azul sonhado do meu sonho jovem,
          salpica o branco
          e aos borbotões o rosa.
          No azul
          sonhado
          de quem tudo sonha,
          não deixa,
          nunca,
          de pingar carmim...

          O tempo é curto,
          tenho pressa...
          O tempo
 veleja azul pelo meu mar de sonhos.
 Não chego ao porto
          que volteio sempre,
          tanto que o vejo,
          que o pressinto longe...

          Ó sonho,
          sonha,
          sempre azul,
          pingado de ouro e vermelho
          entremeando o branco...

Quero uma rosa bem no centro,
sonho,
que se deixe mudar em mar depois.

          Aqui o braço,
          põe a agulha,
          extrai,
          gota por gota,
          a minha vida inteira.

Então, então o porto aí, enfim,
          água vermelha,
          sangue,
          água,
          sangue...
          o porto!
 
joaojustiniano@terra.com.br
www.joaojustiniano.net
João Justiniano
Enviado por João Justiniano em 14/05/2006
Código do texto: T156153

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Sobre o autor
João Justiniano
Salvador - Bahia - Brasil, 96 anos
619 textos (19608 leituras)
13 e-livros (1027 leituras)
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João Justiniano