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Era uma tarde radiosa

Bela esta tarde radiosa, perfeita
O sol, cálido, beijava-me o rosto
E o vento, levemente flutuava
Ao meu redor, numa serena dança
Envolvente,
Inebria-me os sentidos

Reparo nas gaivotas que rasgam
Este azul de céu mareado
Deambulam nos voos rasos
Acrobáticos, simples, livres...

As ondas espumosas de algas
Verdes, como campos
Adormecem na areia morna
Dourada,

O canto da sereia
Poderia embalar o quadro

Mas a efémera beleza se
Transforma num simples pensamento
Bátegas escorrem furiosas
Tumultuosas

Tolda-se-me a visão
Transformada,
Prisma ou caleidoscópio
Deformam esta realidade

Apelo às nuvens, ao sol, ao vento
Às águas serenas e até ás rapinas
Mas o silêncio responde-me

Não escutam já os olhos
Da beleza deste dia
Apenas recorda da mente
A fonte e causa desta torrente
Que doravante assola
A encosta do meu rosto
E me furta o olhar na maresia
Ondas de dor salgadas de mar

© Luís Monteiro da Cunha
2006-05-15
Luís Monteiro da Cunha
Enviado por Luís Monteiro da Cunha em 15/05/2006
Código do texto: T156607

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Sobre o autor
Luís Monteiro da Cunha
Portugal, 54 anos
36 textos (837 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 12:33)
Luís Monteiro da Cunha