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Ignorância

Maldita ignorância e placidez
dos que olham mas não vêem
como se forja a fortaleza
da certeza do caminho percorrido
sem que lhes passe ao lado
- mesmo que de leve -
a inquietude da indagação
Seguem com a alegria dos imbecis
acreditando ser a vida alegre
apenas por estarem vivos
jamais imaginando
que a bala que fere o vizinho
pode ser a penúltima antes de sí
Que surpresa para esses idiotas
que rezam murmurando graças
e sentam-se para usufruir
o que ganham pelo trabalho
que nunca fizeram
Salve os homens sofridos
que no horizonte prescrutam
o pezar por que tantos passam
e sentem-se mal por terem as mãos
tão vazias
de sonhos e esperanças
para os de hoje e os de amanhã.


Maria Luiza de Monteiro Marinho
Enviado por Maria Luiza de Monteiro Marinho em 17/05/2006
Reeditado em 18/05/2006
Código do texto: T157926

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Sobre a autora
Maria Luiza de Monteiro Marinho
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Maria Luiza de Monteiro Marinho