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O vendedor de balas

O vendedor de balas

Pés descalços, unhas sujas, maltratadas
Com as mãos cheias de saquinhos
Ele passa correndo entre os carros
Parados no sinal, gritando e sorrindo:
Quem vai levar balas ?
Quem quer comprar balas ?

Caminhos vazios, vidas estragadas,
As mãos que não mendigam e
Já trabalham, muitas têm calos
Cheios de sonhos
De passear em outros lugares
Ter carros, aeronaves, sorrindo e gritando:
Quem quer comprar balas ?

Dentes pobres, mãos cansadas,
Acenam por todas as estradas
Sorrindo e gritando:
Quem quer comprar balas?

Desde a infância, meninos trabalham,
Desde a infância, meninos estudam,
Na juventude pobres meninos,
Uns estudam e outros não trabalham
Vivem de aventuras e emboscadas.

Me pergunto onde andam as vozes que ouvi
Quem quer comprar balas?
No meio das risadas engraçadas
O que vejo são pessoas correndo assustadas
E muitas muitas vozes chorando e gritando
Corram é mais uma chuva de balas!

E o vendedor, menino, pequeno, descalço
Com o corpo ali esticado no asfalto,
A alma já longe cheia de sonhos
Feitos de plásticos presos em suas mãos
Cheias de balas.
Aradia Rhianon
Enviado por Aradia Rhianon em 19/05/2006
Código do texto: T159011

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Sobre a autora
Aradia Rhianon
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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