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Aluanda

Como tu amas assim alguém?
Como tu ama uma pessoa que não te adora também?
Como tu ama quem não te ama se isso não te convém.
Eu falo comigo mesmo e me pergunto sempre as mesmas coisas, além,
De tudo eu faço meu, meus pensamentos, e as coisas que nele contém.
Hoje eu conto pra você amanhã eu conto pra outrem.
À Luanda Aê, Aluanda, aluanda aê camará.
E ela não faz nada demais pra ti, e você nada lucra com ela
Tu gosta de ver ela sorrir? E que patético a coisa de achar bela?
Coisa que eu gosto, eu. Eu amo, eu.
Escreves odes idiotas, poemetos de pateta, rima o de antes com bicicleta...
Não faça isto...
E gosta de noites em que se senti frio, com os dias nunca seus que se sente igualmente sombrio.
Não te faças de bobo, você gosta de ser e senti sempre, sinta.
Pra conseguir o que quiser use tuas palavras, Minta.
Tuas palavras são bonitas, teu amor emergente do coração também,
Faça o que quiser, mas faça quando se sentir triste odes de você
Lá embaixo só tem chão, e você nem tem asas....
À luanda Aê, Aluanda, aluanda aê camará.
Meu amor é puro, tão contrario este é ao seu tutor...
Quem me dera que sempre fosse assim o céu liberto seu moço.
E que o céu fosse teto, não meu, não seu, mas liberto sinhá.
Eu tenho fome, gosto de falar de mim, quando nem sou assim.
E vou por aí, é mentira. O poetinha é moleque comum...
Ele quer morrer como os grandes românticos, não quer armas.
Pelo menos não pistolas, talvez revólver, mas deixemos isto de minha vida deixar...
...Ontem eu sonhei com atletas de mármore, eles se encotravam no espaço com minhas damas perfeito,
Andavam flutuando, uma tinha batom verde e usava capacete...
...Quer saber como eu via o batom através do capacete?
À Luanda Aê, Aluanda, aluanda aê camará.
 “Rochedo, verde, e mar” poderia, isto ser nome de filme...Parem-me!
Eu soube sempre que você ganharia, afinal alguém que um dia ganha no outro há de vencer,
Quem um dia perde pra sempre estará derrotado, como o dia em que eu quis subir no telhado,
Não te digo o quanto esta moça eu amei, mas pegue meu amor por outra e multiplique por três mil trezentos e quarenta e três,
Por quê este número? Por que rima.
A vida é tão simples como rimar jagunço com bibelot,
Eu prefiro rimar amor e flor, e dor ás vezes. As menininhas gostam...
Loucas são elas que ás vezes têm bem um menino complicado, tão quanto tecer com vergalhão uma seda.
Já me criticaram várias vezes, eu eu fiquei triste,
Certa vez fiquei mal e de disse a mim mesmo que minha loucura não existe,
E só sou amante.
Eu me banho todo, e me envolvo em meu próprio corpo, e eu nem me lembro do teu,
Tenho eu a mim, tive nos meus sonhos um dia a ti,
Eu sou amante, Aluanda.
À Luanda Aê, Aluanda, aluanda aê camará.
Andrié Silva
Enviado por Andrié Silva em 20/05/2006
Código do texto: T159735

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Sobre o autor
Andrié Silva
Salvador - Bahia - Brasil, 27 anos
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Andrié Silva