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SONHA OPERÁRIO, SONHA!

Na mudez do governo
A história se torna palpável
Do descaso que um dia
Terá um final infernal.

Silêncio de ventre abrigando
Auroras que não nascem.
Clausura de monastério
Onde só preces são libertas.

Sonha operário, sonha,
Com tudo que é teu por direito
Porque de quatro em quatro anos
Estupram teus ouvidos com promessas.

Serás sempre um amante traído,
Vilipendiado no teu sagrado
Desejo de ser feliz
No país onde nasceste.

Só te resta a vergonha
De esmolar em longas filas,
O alívio para os teus males.
Não há consulta, é ponto facultativo,

Dizem os agourentos atendentes.
Levantem o traseiro da cadeira:
Diz o figurão importante
Que não presta conta do imposto

Descontado em cada transação
Depositado em burras de fundo roto
Ou no cofre de algum escroto
Lá nas ilhas caribenhas.

É tanto sofrimento que não dá
Pra confiar em mais ninguém
E todo dia tem mais um morto
Na porta de um hospital.

10/05/05.
Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 10/05/2005
Código do texto: T16182

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Sobre a autora
Maria Hilda de Jesus Alão
Santos - São Paulo - Brasil
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Maria Hilda de Jesus Alão