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O PRINCIPIO DO FIM

Há certas coisas
Que acabam assim
Foi o início de tudo
Foi

O principio do fim

De palavras que cresceram e morreram
Ao correr das nossas belas intenções
Morreram asfixiadas no belo lago de sentires
Onde as lançámos mas que descobri
Ser a pior das prisões

Porque mesmo as estrelas
Precisam de ar
Para poderem respirar
Ar celestial
Que descobri estar a acabar

Quando a seguir a uma intenção
Seguiu-se outra
E mais outra às quais não pudeste dar vazão
O eco já não era o mesmo
E fiquei pois com um nada
Na minha mão

Que nunca deixou de estar esticada
À espera que lhe pegasses
Pensavas que estava à boleia
E nenhuma lhe ligas-te

Mas de certa forma estavas certa
Eu queria ir de facto para outro lugar
Onde tu te encontravas
Pois era a teu lado que queria estar
Por isso errámos ambos nos sentidos
Tu desejavas algo
Eu outra coisa
Embora fosse o mesmo
Esse sonho louco que ambos perseguimos
De sermos amados
Na mesma proporção
De sermos ouvidos
De sentirmos ambos a mesma emoção…
Miguel Patrício Gomes
Enviado por Miguel Patrício Gomes em 26/05/2006
Código do texto: T163215

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Sobre o autor
Miguel Patrício Gomes
Portugal
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Miguel Patrício Gomes