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Morra-se (INGRATIDÃO)

Eis agora, meu agradecimento:
Agradeço pelos dias de ingratidão,
Pela faca, a qual o prumo foi afiado
Em meus estúpidos olhos.
Pela navalha a qual utilizaram
para rasgar-me e dar-me aos cães.
Pelas mãos que me levaram e me
arrastaram pelo chão.
Pelo dilúvio que se fez em
minhas roseiras.
Pelo tapa dado em minha face.
Pelo sorriso vil que se atreveu
a me apunhalar em segredo.
Por meu Epitáfio tão sagrado
ter sido desvirginado com sua
falsidade e ingratidão.
Morra-se de mim.
À cada um de vocês:
À medida que falam de mim,
Meu império crescerá,
Tuas estranhas lhes sairão
pela boca e lhes escaparão
pelas mãos dizendo toda a verdade.
E essas mesmas entranhas,
irão fazer todo o ódio apaixonar-se
por si mesmo.Morrendo depois, por este
amor odioso.
Cuidem das tuas proles de víboras,
pois o mesmo há de ocorrer com elas:
vomitarão o ódio junto ao ego.
Milla Filth
Enviado por Milla Filth em 29/05/2006
Reeditado em 29/05/2006
Código do texto: T165333
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Sobre a autora
Milla Filth
São Paulo - São Paulo - Brasil, 30 anos
12 textos (1828 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 16:24)
Milla Filth