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TRAGÉDIA NO NORDESTE

Terra do sem fim
dos sonhos perdidos.
Terra dos confins
de vidas murchadas.

Terra da promissão
e disto não passa.
Terra de anões,
idéias não caçam.

Guerra inglória
de jogo marcado.
Terra!... definhas,
sem oportunidade.

Terra!... murchamos!...
Cadê a mão bendita
que traga a lume
a vida que palpita?

Terra!... morremos!...
Cadê os prometeus
que lutem, sirvam, amem
e não nos deixem ao léu?

Lá, aos pés dos prometeus,
dos que só acham os bolsos seus,
chora um gigante angustiado
longo pranto aperriado.

Acorda pajeú, acorda
zona cacaueira, terra
espreguiça-te na serra,
chapada da borborema.

Terra do descaso...
pobre e explorada!
Terra de gigantes,
Busquem boas idéias.

Terra seca angustiada.
Terra de morte marcada.
Viva! Não morras, meu sertão!
Quem a ti leva a irrigação?

Tambaú, Iracema, Atalaia,
Princesinhas do Atlântico,
Espraia charme e beleza.
Tão ricas, inexploradas!

Terra!... morremos!...
Cadê os prometeus
que lutem, sirvam, amem
e não nos deixem ao léu?

Não houve quem gritasse,
nem prometeu que salvasse
O ouro branco e marrom,
A usina solar que levaram.

Terra! Quando enfim
vais deixar de sonhar?!
Terra! É aqui e agora
Que temos de lutar.

Acordem nordestinos!
Neguem o sono forçado!
Lutem contra a inércia!
Cuidem dos filhos, da terra!

Vida e glória, alcançável,
Não! Aos braços cruzados!
Terra! Avante, à luta,
prá vivermos melhor!

Terra! Floresçamos!
Unamos as mãos, o coração,
Para trazermos à luz
a vida que pulsa, ama!

Terra! Vivamos!
Somos gigantes...
Temos riquezas,
busquemos a solução.

Aqui diante dos olhos meus,
há u’a terra inexplorada,
quer viver doar-se, crescer,
dar ao povo, felicidade.


Muniz de Albuquerque
Enviado por Muniz de Albuquerque em 04/06/2006
Reeditado em 20/05/2009
Código do texto: T169225
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Muniz de Albuquerque
São Paulo - São Paulo - Brasil, 62 anos
136 textos (45291 leituras)
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