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O suicídio de dona Esperança

Hoje eu dei espaço a minha paz
Eu não queria, mas pensei em você
Eu me lembrei de tudo
Mas foi tão pouco
Eu lembrei que foi bom.

Sempre que se passa o tempo,
Injusto é o medo
As voltas de nossa vida
Tanta ilusão nos traz
Eu morro em silêncio
Ou só me vou em segredo
O peito leva as mágoas
E eu deixo para lá

Morrem milhares todos os dias
E eu nem estou feliz por aqui estar
Estou morrendo sempre aos poucos
Para ninguém se importar

Voar para longe
Cair aos poucos sem voar
Os pesadelos, os medos
Dona esperança vai se matar

Tive pretestos
Tive meu tempo, minhas horas
Eu traduzi dor em textos
E aguardo por melhoras

Você não reage
Pensamento tolo
Se entrague então ao que pensa ser melhor
Fica por perto, não complica tanto
E vai me reconhecer quando eu surgir do pó

Então chorei e vi a rua
Havia homens, mulheres e uma crinça
A dor tão minha fingiu ser sua
Era o suicídio de dona Esperança.
 
Heart Necrose
Enviado por Heart Necrose em 06/06/2006
Código do texto: T170696
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Sobre o autor
Heart Necrose
Rio Claro - São Paulo - Brasil, 29 anos
76 textos (3098 leituras)
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