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CEGO

Que não me ceguem os elogios de amor,
Sou apenas uma vida humana sendo vivida,
Sou a gravidade do medo e da solidão,
Sou meu único segredo e revés de paixão.
Meu caminho sinuoso nada me diz,
Pelo contrário me induz ao escuro da contradição,
Se eu sou poeta vazio ou de oportunidade,
Ou se choro pelos cantos minha, verdade,
Que lástima maior me esconder da fraqueza,
Ou mostrar-me forte diante da certeza.
Não..., apenas ser como rio que singra matas,
Vai como manda a força da correnteza,
Lentamente construindo um caminho.
Esse meu ninho mutável que me encantará um dia.
Então cego ficarei se me afastar do coração,
Que no fundo trás escondido minha razão de viver.
Jose Carlos Cavalcante
Enviado por Jose Carlos Cavalcante em 07/06/2006
Reeditado em 07/06/2006
Código do texto: T170955
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Sobre o autor
Jose Carlos Cavalcante
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 56 anos
730 textos (54065 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 10:44)
Jose Carlos Cavalcante