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PODRE SOCIEDADE

Não me falem de rosas
pálidas, cálidas
mortas
sem vida
ou rosas carmim

Não me falem de risos
sem graça, sem cor
risos somente
escárnio da vida
desdém do amanhã

PODRE SOCIEDADE
de braços largos para a miséria
olhar sombrio para o futuro
e sabor de vitória
sobre o desgraçado dia que
passou

Nada importa
senão o frio sentimento socialista
que apaga
com o disfarce do sorriso
o sonho idealista
de quem teve que lutar
extravasar a vontade
de dar a vida pela vida,
do medo de morrer simplesmente
uma coisa qualquer

PODRE SOCIEDADE
de falsas palavras
doces delírios
fantasia, pura fantasia
de quem não conhece a realidade nua
despojada de sentimentos impuros
amargos às vezes
e amados por serem verdadeiros

PODRE SOCIEDADE
veneno cruel
disfarce
coisa largada na vida

PODRE SOCIEDADE
não me falem de risos
não me falem de rosas




angela soeiro
Enviado por angela soeiro em 08/06/2006
Reeditado em 19/01/2016
Código do texto: T171422
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
angela soeiro
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 52 anos
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angela soeiro