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Crônica de Um Dia Dentuço

Pinguço.
Entrou no bar e pediu a cachaça.
Que graça,
o cara pediu-lhe a carteira do CREA.
Que idéia.
Branca igual vela parou na esquina,
a menina,
felina no jeito de andar.
No bar,
falou, a carteira não trouxe.
Se fosse
morena, seria melhor.
Tem dó.
A esquina de novo sozinha,
não vinha
a morena dos lábios de mel.
Manel,
não sou mais o seu engenheiro.
Maneiro,
se esgueirou, foi saindo do bar.
Que azar,
hoje é dia de feira.
Besteira,
os preços jamais vão cair.
Fugir,
a saída é o Galeão?
Eu não
vou me deixar convencer.
Vencer
é tudo que querem de mim.
Assim,
não vou me desapontar.
Lutar
é tudo que posso fazer.
E crer
na grana que traz a cachaça.
E na raça
que me faz sair por aí...


Rio, 19/07/1994
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 09/06/2006
Reeditado em 02/10/2006
Código do texto: T172137

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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