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VIDAS VENDIDAS

Todos os dias mais homens vejo partir,
cada vez menos vejo voltar.
Pena e tristeza deveria sentir,
mas não, apenas alegria por poder respirar.

Todos os dias a mesma situação,
a única memória com que se fica,
corpos, mutilados espalhados pelo chão,
guerra que o mundo edifica.

Mais um dia passa, outro começa
até destruir a raiva que não ardeu,
mas nós só temos uma esperança
e essa há muito que desapareceu.

Louco suicídio sem sentido,
nome na lápide é a glória maior,
talvez um grande destino perdido
por triste valores, sem "glamour".

Não, não posso acordar os mortos,
dia após dia, após dia!!!
E fazer de conta que não vejo
o que está por detrás deste negócio!!!
E o que está à frente?

Apenas umas quantas vidas vendidas!
Daniel Delgado
Enviado por Daniel Delgado em 12/06/2006
Reeditado em 12/06/2006
Código do texto: T174207
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Sobre o autor
Daniel Delgado
Portugal, 30 anos
53 textos (1516 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 12:01)
Daniel Delgado