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Semente e Palavra

Tem vez que a lua desponta
e me encontra
neste exílio fiel,
botando canga no medo,
lavrando com os dedos
palavra e papel.

Reviro a pele dos versos
dispersos
no campo branco das folhas
e planto meu universo
imerso
por onde a lua me olha.

Meu pasto mal dá pra o gasto
tão vasto
nesta colheita de sonhos
tamanhos
e levo as tralhas por trilhas
sem rastro
onde a palavra germina meus ganhos.

Todo caderno é um deserto
aberto
pra mão agrária que canta
e que lavra.
A minha sina sulina
eu sustento
jogando ao vento
semente e palavra.

Neste aramado das linhas
vizinhas
de taipas retas e secas
derramo a água das mágoas
daninhas
e planto rimas nas cercas.
Vaine Darde
Enviado por Vaine Darde em 13/06/2006
Código do texto: T174537

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Sobre o autor
Vaine Darde
Capão da Canoa - Rio Grande do Sul - Brasil
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Vaine Darde