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A IMPOSSIBILIDADE DO IMPOSSÍVEL

POEMA 600
(a ti, pela qual derramo lágrimas secas)

A IMPOSSIBILIDADE DO IMPOSSÍVEL

Vamos brincar ao jogo
Do invisível
Soltar as amarras de nós
E dar lugar

À impossibilidade do impossível

Jogo de espelhos
Que se esgota num primeiro olhar
As aparências são enigmáticas
E eu não sei se é contigo que quero ficar

Quem és tu?
Pergunta sacra e fundamental
Quero-te segurar
Conservar no meu infinito
Mas quem és tu afinal?

Tenho todo o poder do mundo
Na minha imaginação
Mas amo-te e temo-te
Pelos estragos que podes fazer na minha imensidão

Qual a envergadura
Das tuas asas, da tua personalidade?
Quanto tempo vou ficar à espera
Nesta pergunta sem idade?

Amo-te, amo-te
Até esgotar o refrão
Dei-te quase tudo
Mas o quase pode-se esgotar
No desespero desta última canção

Última por agora
Porque aprendi que o meu maior inimigo
São os mundos
Que tenho desde sempre comigo
Porque neles tudo é um engano
Tudo pode parecer absurdamente crível
Voltei ao que sou e repito a frase típica:

À impossibilidade do impossível

Miguel Patrício Gomes
Enviado por Miguel Patrício Gomes em 13/06/2006
Código do texto: T174618

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Sobre o autor
Miguel Patrício Gomes
Portugal
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Miguel Patrício Gomes