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Pensares

Pensares

 

São meus pensamentos malabares

giram em espirais.

fazem volteios,

como nas guirlandas

 que mesclam cipó e fitas

ou em caminhos de seios

contornados por carícias...

São meu pensamentos,cantares

Repetitivos como trinados

De muitos passarinhos

Ou desiguais quais aqueles

Que imitam os vizinhos

Na verdade, os produtos

Dessa minha algavaria

São traduções atávicas

E renascem reinventados

Dos labirintos da alma

Que não quer imitar sons

Que já foram emitidos:

Da siringe,os meus pios

Atingem longas distâncias

Para alcançar os demais...

 

Meus pensamentos são mares

De muita profundidade,

Mas que rasantes nas areias

Lambem o calor que encintram,

Ajudam a esfriar as orlas

Com suas ondas agitadas...

Às vezes fazem redemoinhos

Em caldeirão perigoso ...

Podem chegar a maremotos,

Em fenômenos encadeados,

Mas a maré esperada

Somente depende dos ciclos

Caprichosos das faces de dona lua...

 

Meus pensamentos são ninhos

Comovos sempre a chocar

Esperando ver nascer

Novas vidas a trinar...

 

Meus pensamentos,

Ramalhetes de rosas

Lama de barro sagrado,

Nascentes e rios,

Fogos de artifício,fogueiras

Estrelas e parafusos...

Tear de tudo, roca e fusos

Artesanato de fitas e vime

Guirlandas de oferendas,

Nuvens macias e prenhes

Para a chuva na seara

Para o choro das pedras

Para o riso das montanhas

Para o grito das cavernas

Meus pensamentos interpretam

Tudo e todos, até a mim

Que apesar de tantas buscam

 nem sequer sei quem sou...

 

Clevane/14/07/03-BH

 



 

 

 

Lençóis d’água

Subterrâneos frescores

A amenizar

Os fogachos da menopáusica

Mãe Terra...

 

Clevane 14/07/03

 

Jasmins d’água

Em touceiras.

O olor pungente

Bordeja o rio

que borda a Terra...

De longe,querubins

Em miniatura

Adejando brancas asas...

De perto, parecem

Borboletas que não voam,

Presas ao verde...

De quando em vez,

Caem pétalas

Sem ruído perceptível

E cada qual beija a água

Respingando ternura

Flutuando, leves plumas,

Por certo merecem

Que meu olhar

De brasas acesas

Perscrute o ondulado

E fri caminho...

ATÉ ONDE IRÃO?Aonde

Deságua a água

Cantando,

Ao mar se entregando?

Ou...Fenecerãoantes

Que o Tempo as insulte

Roubando-lhes a beleza?...

 

07/7/03

clevane
clevane pessoa de araújo lopes
Enviado por clevane pessoa de araújo lopes em 17/05/2005
Código do texto: T17494

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Sobre a autora
clevane pessoa de araújo lopes
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 69 anos
555 textos (176707 leituras)
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clevane pessoa de araújo lopes