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PORTA DOS FUNDOS

O mundo das ruas da cidade grande
é pequeno.
Os pombos cagam na minha cabeça.
Tem cheiro de merda o que escrevo.

– Nada é mais bonito que o sol sobre o Guaíba –
diz o panfleto turístico que o menino entrega
no lusco-fusco da tarde de outono,

Sinto o cheiro de maçãs,
frutas podres do Mercado.
Apanho o que foi rejeitado
pela burguesia.

O homem de sobretudo e chapéu
come maçãs com faisões à caçarola.
O olor entra pelas narinas.

Sou sempre eu
o da porta dos fundos.

– Do livro O POÇO DAS ALMAS. Pelotas: Universidade Federal, 2000, p. 104.
http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/175769
Joaquim Moncks
Enviado por Joaquim Moncks em 15/06/2006
Reeditado em 01/07/2011
Código do texto: T175769
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Joaquim Moncks
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 70 anos
2581 textos (709749 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 10:06)
Joaquim Moncks