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Sêu Nônô, um Sujeito Dôtô (na Linguagem de um Humilde Zelador)


Sou portero e zeladô desse condomino,
Trabaio muito aqui, é meio ruim, só fogo um dia por semana,
O povo daqui quer comprar meu dia, mas ninguém me engana,
Prefiro fogá no dia da missa: o domingo.

Sêu Nônô é o síndico daqui,
Toda a vez que passa pela gurita,
Dá bronca em mim e nos meus colega de selviço,
Diz que a gente só faz fofocar e somo preguiçoso.

Ai... ai... ai... Como eu queria ganhar na loteria,
Pra pudê me livrá desse trabaio de pobre,
Só ia comê em Restorante chico,
Mermo que fosse caro e robe.

Mai... mai... enquanto esse dia num chega,
Vô trabaiando aqui, num tem jeito,
Nesse mermo predo chato, nesse mermo inderêço,
Bom... vou indo, já larguei, vou pra casa da minha nêga.
Poi... oba... mandei ela gelá algumas cervêja.




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Fábio Pacheco
Enviado por Fábio Pacheco em 15/06/2006
Código do texto: T176114
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Sobre o autor
Fábio Pacheco
Recife - Pernambuco - Brasil
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