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AUTOFLAGELAÇÃO

A noite brota no silêncio.
Para não morrer, sozinho,
Rabisco devaneios tristes
Que não serão publicados.

A solidão me sorri.
Teimo em burlar as horas,
Inimigas dos seres taciturnos,
Com a escrita de versos dementes
Que não homenageio a ninguém.

Enquanto escrevo, trêmulo,
Vou assassinando os demônios
Que se embebedam ao meu redor
E insistem em sufocar meu riso.

Porem, quando deito a pena,
Poderosa navalha de ferir almas,
Desabo na imensidão do vazio
E sorrio, desesperadamente autofóbico,
Num ritual de autoflagelação continua.
Roniel Oliveira
Enviado por Roniel Oliveira em 20/06/2006
Reeditado em 05/12/2007
Código do texto: T178976

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Sobre o autor
Roniel Oliveira
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 35 anos
56 textos (3142 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 15:46)
Roniel Oliveira