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Orgulho em erupção


       
 Ninguém tropeça numa montanha,e uma discreta
 pedra,presa ao caminho,pode te derrubar.
 
 Ah,que ódio felino!!
 Quisera poder devorar-me a mim mesma!
 outro sentimento melhor não exprime minha indignação.
     
 Doem,lacinantes,as feridas do corpo,
 Mas quão terrível é reconhecer
 Ter falhado no banal acaso.

 Ó criatura desprezível que me julgo,
 Na angústia corroendo a parte tola de mim.
 Falhar no óbvio?!
 Que coisa é mais humilhante?

 Miséravel condição humana
 De conhecer a composição terrestre
 Em tabelas químicas,dentro da complexibilidade quântica,
 E equivocar-se nos primeiros conceitos numéricos da
 infância.
           
                **********************

 Nota:Aos amigos que acompanham minhas publicações,devo justificar o estilo(nada costumeiro) dessa minha "suposta poesia".Na verdade ela é somente a tentativa de tirar proveito de um surto de ira resultante de,por uma falta de atenção,ter comprometido uma questão importante de uma avaliação prestada hoje(por incrível que parece não foi prova relativa a nenhuma ciência exata).É fácil conter o orgulho quando conscientemente reconhecemos não ter investido suficientemente em algo,é culpa lógica,mas errar num ponto de domínio "acorda qualquer vulcão".(Quase quatro horas depois do lastimoso ocorrido,o vulcão adormece..."a fumaça" que sobra me deixa uma lição:os defeitos mal combatidos mais facilmente entram em erupção).
Heli Paula
Enviado por Heli Paula em 21/06/2006
Código do texto: T179421
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Sobre a autora
Heli Paula
Campos dos Goytacazes - Rio de Janeiro - Brasil, 38 anos
225 textos (9589 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 20:32)
Heli Paula