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POETANDO 3

São oito horas
Sinto que falta algo

No tempo humano
Na vida humana
Na lógica humana

Foi-se o leiteiro
Foi-se a velha padaria
O Rio mudou seu curso

São oito horas
Sinto que falta algo

O último riso do palhaço
O último choro da criança
A última bênção da mãe

À minha frente, um frenesi maquinal
Homens, mulheres e carros correm
Se apressam cumprimentando ventos

São oito horas
Sinto que falta algo

Distante, ouço a cantilena ilusória:
“sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”
Os pássaros num pé de jambo estão mudos
A praça, há pouco movimentada, jaz sem vida

São oito horas
Sinto que falta algo



Ary Carlos Moura Cardoso
Enviado por Ary Carlos Moura Cardoso em 21/06/2006
Reeditado em 03/12/2009
Código do texto: T179566
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Ary Carlos Moura Cardoso
Palmas - Tocantins - Brasil
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