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Biz...Biz...Biz...

Vivemos na mesma liberdade dos prisioneiros
Em cárcere a céu aberto, atrás de muros e grades
Que nos protegem de nós mesmos

Vivemos  na mesma prisão da liberdade que nos une
Em torno da covardia que nos pune
Como castos senhores da igualdade

Vivemos na mesma igualdade  dos desiguais
Nas mesmas diferenças dos banais
Como mais um que se nega sutilmente
E se disfarçam de seres reais

Vivemos na mesma nobreza  dos imorais
Na fúnebre liberdade  dos imortais
Súditos inúteis de leis condicionais
Como palhaços de um circo
de platéia muda que bate palmas e pede biz
sem entender que a piada é  a massa
e que VOCE  é a caça....

Vivemos na mesma prisão daqueles que determinam a liberdade
Senhores feudais,
donos da brutalidade que covardemente invade nosso sono,
enquanto dormem tranqüilos,  em suas camas macias
Cifrões enfeitando seu descanso, cá fora as vidas vazias
Se jogam por sobre panos, papelão e farrapos....

Panos... é o que lhes faltam para cobrir sua falta de vergonha....
Papelão...politicamente corretos, donos da lei e sujos de lama....
Farrapos...
Olhando assim,  com um olhar  bilateral
Talvez todos sejam iguais
Uns mergulhados em sedas
Outros fazendo dos farrapos, sua cama.
angela soeiro
Enviado por angela soeiro em 27/06/2006
Código do texto: T183474
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Sobre a autora
angela soeiro
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 52 anos
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1 e-livros (36 leituras)
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angela soeiro