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O Vendedor Ambulante

Cedo retumbante acordar
Do homem sofrido do povo o levantar;
O sol ainda demoraria a raiar
Mas este homem não podia esperar.

As bebidas na geladeira colocou
Águas e refrigerantes, cervejas,
Morro abaixo o fardo carregou
Sobre fortes duros ombros, vejas:

Sob o despertar do astro rei
O calor molhando-lhe o rosto
- Lá embaixo, ainda chegarei!
Até o mar cujo sal é de gosto.

O azul céu, assim, sem nuvens;
O forte martelar doloroso
Faz do trabalho mais penoso.
- Ó dinheiro, dignidade, tu vens!

Horas inteiras sem descansar
Nem ao menos almoçar
A vender e vender bebida
Que lhe esvazia a vida.

Antes do lento retornar
Deve-se muito rezar;
Incomum não é ser roubado
Ou até mesmo injustiçado.

Mas no horizonte a cor
Já colorida é; anoitecer.
Viagem de volta com valor,
O dinheiro... Isso é viver?
Vinicius Razumikin
Enviado por Vinicius Razumikin em 01/07/2006
Reeditado em 01/07/2006
Código do texto: T185423

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Sobre o autor
Vinicius Razumikin
São Paulo - São Paulo - Brasil, 27 anos
23 textos (932 leituras)
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Vinicius Razumikin